Depois de um mês do ocorrido desalojo, alguns indivíduos que conviveram, e ajudaram a construir a antiga okupa Traca Rua, decidiram dar seguimento aos trabalhos envolvendo arte, informação e cultura.
O jornal continua sendo produzido, a biblioteca social está temporariamente em uma "sub-sede" (se assim pode chamar minha casa), além das oficinas de teatro, que acontecem periodicamente aos sábados na casa do estudante de Pelotas.
Das oficinas de teatro surgiu a idéia de se criar esquetes para intervir no espaço urbano, levando um pouco da experiência do que foi a okupa Tranca Rua, além de puxar o debate sobre a necessidade de reabitar espaços ociosos.
No dia de ontem (19-03), foi apresentada a nossa primeira esquete como Grupo Tranca Rua. O movimento concordou em levar o nome da antiga okupa, como forma de manter viva toda produção que a casa culminava, além da força que o próprio nome carrega, pois além de ser o nome de uma entidade da religião afro-brasileira, trata-se de usar nossas idéias e ações para trancar ruas, espaços... e intervir com o que está a nossa volta.
Abaixo estão fotos dessa primeira intervenção que levou o nome de "o mundo é dos bancos e os bancos dos mendigos", com o texto produzido pelo nosso querido Bóbi Bléqui, e com algumas construções das pessoas que também atuaram: Jodara, Marcos e Lili (quem vos fala).





